sábado, 14 de maio de 2011

Amigos


Eu preciso de meus amigo para não morrer, sim em preciso.
Coração na mão, joelhos frouxos  pelo álcool
Filhos ilegítimos da nação decadente.
Coração na mão, sonhos na revolução.
Filhos legítimos de um pai egoísta.
Sim eu preciso de meus amigos.
Sem eles nada posso fazer, somente chorar.
Chorar na solidão eterna do esquecimento.
Chorar em vão pelo sangue derramado de inocentes crianças.
Meus amigos, onde vocês estão...
Eu preciso de todos, sem vocês eu sou ninguém.
Meus deformados reflexos, que dizem tudo de mim
Cadê vocês, eu preciso de vocês.
Do que adianta meu chorar se ninguém o escuta.
Dias sem lagrimas sem sorrisos. Dias sem amigos.
Dias sem revoluções socialista, capitalismo selvagem e lindas mulheres cultuando Baco.
Cadê meus amigos de eternas viagens, sem rumo pelo cosmos cultural.
De enigmas filantrópicos.... cadê.... cadê....
Só quero um dia poder chorar juto de meus amigos, meus verdadeiros amigos, e dizer.
Morremos de velho na batalha da vida. E deus nos protegeu por nosso grande caráter.
Juntos, invencíveis, sobrevivemos o dilúvio da sociedade.